quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Banco da Espanha anuncia que país saiu da recessão após 2 anos

País saiu da recessão no terceiro trimestre com alta de 0,1% do PIB, diz.
Crescimento ocorre após 9 trimestres seguidos de queda, salienta o BC.

Da AFP
 
Banco da Espanha anuncia que país saiu da recessão após 2 anos (Foto: Marcelo del Pozo/Reuters)PIB da Espanha cresceu 0,1% no 3º trimeste, após recuo de 0,1% no 2º tri (Foto: Marcelo del Pozo/Reuters)
A Espanha saiu de dois anos de recessão no terceiro trimestre com um crescimento de 0,1%, anunciou o Banco da Espanha (o banco central do país) nesta quarta-feira (23), que posteriomente tem os cálculos confirmados pelos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). No segundo trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) do país recuara 0,1%.
O aumento do Produto Interno Bruto (PIB), "após nove trimestres consecutivos de queda", é acompanhado por uma melhora na frente de trabalho, já que o Banco da Espanha antecipa que o desemprego registrará o "índice menos desfavorável desde o início da crise".
De acordo com os dados divulgados no relatório do Banco da Espanha, a economia vem se recuperando gradualmente ao longo dos últimos trimestres: caiu 0,8% no último trimestre de 2012, recuou 0,4% no primeiro trimestre deste ano e mais 0,1% no segundo.
O índice de desemprego espanhol no segundo trimestre foi de 26,3%.
Em setembro, o primeiro ministro espanhol, Mariano Rajoy, estimou que o país sairia da recessão no terceiro trimestre, com um crescimento do PIB de 0,1% a 0,2%.
"A Espanha saiu da recessão, mas não da crise", declarou à época, antes de acrescentar que "a tarefa agora é alcançar uma reativação vigorosa que nos permita criar emprego", em um país com uma taxa de desemprego recorde (26,3%).
A quarta economia da zona do euro foi fragilizada desde a explosão da bolha imobiliária em 2008. Depois disso, o país colocou em andamento um rígido programa de austeridade e de reformas, que parece começar a dar seus frutos e a inspirar novamente a confiança nos mercados.

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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

"EL PAÍS" NO PAINEL DO PAIM

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Chanceler cubano chama de 'bestialidade' publicação de foto falsa no El País

Chanceler cubano chama de 'bestialidade' publicação de foto falsa no El País




25 de Janeiro de 2013 • 21h22 • atualizado às 21h30


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Comentar 3O chanceler cubano Bruno Rodríguez classificou nesta sexta-feira de "bestialidade" a publicação de uma fotografia falsa do presidente venezuelano Hugo Chávez pelo jornal espanhol El País, em uma imagem que mostrava o dirigente supostamente intubado e que gerou uma forte rejeição de Caracas.



"Vi atônito o assunto da falsa foto que o El País publicou sobre o comandante presidente Chávez, que foi uma verdadeira bestialidade, uma pouca vergonha", expressou o responsável em uma entrevista para o canal Telesur, com sede na Venezuela.



"Eu me pergunto se o El País se atreveria a fazer isso com algum governante europeu ou espanhol", acrescentou Rodríguez, entrevistado em Santiago do Chile, onde assistirá a cúpula da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac), que ocorrerá neste fim de semana.







O governo venezuelano anunciou na quinta que empreenderá "ações legais" contra o El País e expressou sua rejeição diante do que considerou uma publicação "temerária" e "grotesca".







Caracas denunciou ainda uma campanha midiática "transnacional contra a revolução bolivariana e o comandante Chávez", que se apoiaria em meios de comunicação, como o El País e o jornal ABC da Espanha.







Na quinta, o El País publicou em sua página web e em sua primeira edição impressa uma fotografia de um homem intubado, erroneamente identificado como Chávez, antes de retirá-la e apresentar desculpas a seus leitores.







Chávez, de 58 anos, está hospitalizado há cerca de um mês e meio em Havana, onde foi operado pela quarta vez de um câncer. Desde então, o presidente não apareceu em público, ainda que o governo assegure que ele se encontra em processo de recuperação.





quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Medicina: inovação no tratamento do Alzheimer

Em Barcelona, na Espanha, médicos desenvolveram um tratamento pioneiro
do Alzheimer, ao qual chamaram "tratamento multissensorial", aplicado em
doentes que já estão em uma fase avançada da doença.
http://veja.abril.com.br/multimidia/video/medicina-inovacao-no-tratamento-do-alzheimer

domingo, 18 de novembro de 2012

Em entrevista a jornal da Espanha, Dilma critica soluções europeias para crise

A presidente Dilma Rousseff afirmou ao jornal espanhol El País que o problema da Europa é a aplicação de "soluções inadequadas para a crise"

Agência Estado |
  • Agência Estado
A presidente Dilma Rousseff afirmou ao jornal espanhol El País que o problema da Europa é a aplicação de "soluções inadequadas para a crise", cujo resultado será um empobrecimento das classes médias. "Neste ritmo, se produzirá uma recessão generalizada", afirmou ao jornal, em entrevista publicada neste domingo pela edição impressa e concedida em Brasília às vésperas da 22.ª Cúpula Ibero-Americana, que ocorre em Cádiz, sul da Espanha, e da qual Dilma participa.
"Nós já vivemos isso. O Fundo Monetário Internacional (FMI) impôs um processo que chamaram de ajuste, agora dizem austeridade. Tínhamos de cortar todos os gastos. Asseguravam que assim chegaríamos a um alto grau de eficiência. Esse modelo levou a uma quebra de quase toda a América Latina nos anos 80", disse a presidente. "As políticas de ajuste por si só não resolvem nada se não há investimento, estímulos ao crescimento. E se todo o mundo restringe gastos de uma vez, o investimento não chegará."
AFP
Presidenta Dilma Rousseff criticou medidas europeias durante a Cúpula Ibero-americana
Neste sábado (17), em discurso durante a Cúpula Ibero-Americana, Dilma criticou a política de austeridade em curso na Europa e enfatizou o "risco de agravamento" da recessão. Na ocasião, a presidente já havia evocado a influência do FMI na economia brasileira nos anos 80.
Na entrevista publicada pelo El País, Dilma disse já ter feito as mesmas críticas nas reuniões do G-20. "A Europa passa por algo que conhecemos na América Latina. Há uma crise fiscal, uma crise de competitividade e uma crise bancária", afirmou.
De acordo com a presidente, as medidas que estão sendo aplicadas levarão a uma "crise brutal". "Claro que você precisa pagar as dívidas, a consolidação fiscal é necessária, mas é preciso tempo para que os países o façam em condições sociais menos graves. Não só por uma questão ética, como também por exigências propriamente econômicas", afirmou. Ela reiterou posteriormente que distribuir renda é uma exigência moral, mas também é uma premissa para o crescimento.
De acordo com a presidente, a recessão europeia está "alargando os prazos" para uma maior recuperação das economias que não têm problemas fiscais nem financeiros, estão em crescimento positivo e praticam políticas anticíclicas, como o Brasil. "Estamos fazendo de tudo para impulsionar de novo nosso crescimento", disse. "Reduzimos os custos de capital, os de trabalho também, e baixamos muitos impostos para impulsionar o consumo."
Sobre a situação brasileira, a presidente comentou que o tripé macroeconômico que tem sustentado a ação do governo é composto por contas públicas austeras, inflação controlada e acumulação de reservas cambiais para proteger a moeda de especulação. "Mas, ao mesmo tempo, nos pusemos a construir um mercado interno, sobretudo combatendo o déficit habitacional", afirmou.
Dilma comentou que o euro "é um projeto inacabado" e que a Europa precisa "completá-lo", mediante supervisão e união bancária. "A moeda única europeia é uma das maiores conquistas da humanidade, precisamente de um continente tão castigado por guerras e disputas internas. Trata-se de um fenômeno econômico, social, cultural e político que significa um avanço formidável, mas está incompleto", disse a presidente, ressaltando a importância de se ter uma liderança para construir os consensos. Com relação à China, Dilma afirmou na entrevista que o melhor que o país asiático sabe fazer é "definir suas metas".
De acordo com a agenda oficial da Presidência da República, Dilma passa este domingo em Madri sem compromissos oficiais e na segunda-feira (19) pela manhã se encontra com o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, para discutir uma possível flexibilização da imigração entre os dois países.

sábado, 17 de novembro de 2012

Cúpula Ibero-Americana começa com crítica à austeridade

CLÓVIS ROSSI
ENVIADO ESPECIAL A CÁDIZ, Espanha


A 22ª Cúpula Ibero-Americana começou ontem com uma crítica à austeridade que caracteriza a política dos dois membros europeus da comunidade (Portugal e Espanha).
"A inevitável austeridade, se estendida no tempo, retarda a recuperação [da economia]", disse Enrique Iglesias, o secretário-geral iberoamericano, com a autoridade de quem tem um enorme percurso na burocracia internacional, com passagens pela Comissão Econômica para a América Latina e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento.
Iglesias lembrou que extraíra essa conclusão da "vivência latino-americana", região que teve sua imensa cota de crises e de receitas de austeridade recomendadas pelo FMI (Fundo Monetário Internacional).
O presidente equatoriano Rafael Correa, aliás, aproveitou entrevista à TV espanhola para dizer que tudo o que a Espanha deveria fazer para sair da crise é "definitivamente não seguir as receitas do FMI".
Iglesias discursou na cerimônia de abertura ao lado do presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, e do rei Juan Carlos, que evitaram menções mais precisas à crise econômica.
O rei nem tocou no assunto, enquanto Rajoy arriscou-se a dizer que "a Espanha de 2012, com suas dificuldades e problemas, é uma nação sólida". Não deixa de ser verdade, mas não é a percepção dos parceiros latino-americanos, todos ansiosos para falar da crise.
O documento final, a ser divulgado hoje, obrigatoriamente consensual, apenas tangencia o assunto.
Sugere promover "políticas contra-cíclicas que permitam manter e incrementar os níveis de atividade econômica e de trabalho decente".
Traduzindo: quando o ciclo econômico é de contração, como está ocorrendo na Europa, deve-se adotar medidas de estímulo ao crescimento, uma tese que a presidente Dilma Rousseff defende junto aos parceiros europeus desde que tomou posse.
Mas o parágrafo ressalva que políticas contra-cíclicas devem ser adotadas "em função dos recursos fiscais disponíveis".
Como os países europeus que mergulharam na austeridade não têm recursos fiscais disponíveis, a recomendação torna-se puramente acadêmica.
De todo modo, o comunicado inclui um segundo item caro a Dilma, a crítica ao chamado "quantitative easing", a política norte-americana de injetar dinheiro diretamente na veia da economia, para reanimá-la.
O texto "rechaça as políticas cambiais que possam ter potenciais efeitos negativos sobre o comércio internacional, assim como administrar com maior rigor o ingresso de fluxos de capitais para evitar a sobrevalorização das moedas locais".

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Morre espanhol que estava há 23 anos em coma após cirurgia plástica (Postado por Lucas Pinheiro)

 Um espanhol de 44 anos que passou 23 em coma por causa de uma cirurgia plástica morreu no domingo (28), um ano depois que sua família foi indenizada após uma longa batalha judicial.

A luta levou os pais de Antonio Meño Ortega a acampar durante 16 meses, com o filho em uma cama improvisada, diante do Ministério da Justiça em Madri.

Meño viveu em estado vegetativo desde que, em 1989, aos 21 anos, decidiu fazer uma operação estética no nariz.

 O anestesista, acusado pela família de negligência, foi condenado em primeira instância por imprudência profissional, mas depois foi absolvido em um recurso de apelação.

Os pais de Meño, padeiros aposentados, decidiram em 2009 acampar diante do ministério quando a Justiça ameaçou confiscar o apartamento da família para pagar os 400 mil euros (R$ 1,05 milhão) em gastos processuais.

Mas o aparecimento de uma nova testemunha, um médico que assitiu à cirurgia como estudante, levou o Supremo Tribunal da Espanha a reabrir o caso em 2010. Uma conciliação entre as partes permitiu finalmente que a família recebesse uma indenização de 1,075 milhão de euros (R$ 2,8 milhões) em julho de 2011.